
Hoje meu blog está com soluço.
Curioso, porque até então tinha pedido a meus diletos leitores para respirar fundo, etc.
Calma, contudo, pois tudo no mundo tem razão.
Dia longo na Faixa de Gaza, para os não cariocas, a encruzilhada que formam as Avenida Rio Branco e a Rua Sete de Setembro (faz um googlemaps) no centro do Rio onde quase tudo acontece, desde comícios do PSOL, com direito a abraços gosmentos do deputado cabeludo que atende pela alcunha de Babá, a tiroteios entre ambulantes - que no caso da Sete mereceriam o status de estanques, já que ocupam quase permanentemente as calçadas apinhadas de inocentes transeuntes -, carros da guarda municipal queimados, mulheres em terninhos sendo assaltadas e correndo por suas bolsas em sentido inverso ao transito no meio da Rio Branco, mais uma vez etc .
Após um dia de muito trabalho e transito confuso, dei-me ao desfrute de passar na Modern Sound em Copa (www.modernsound.com.br), local aprazível e uma espécie de refugio para os locais (velhinos, roqueiros, artistas, e afins), onde rola musica ao vivo todos os dias, um cardápio pra la de generoso e você ainda pode arrematar cds por um preço razoavelmente bom, dvds, e gadgets para sua parafernália de som, além de camisetas, quando fui surpreendido por uma chamada telefónica, saco do celular, este saco de aparelho e me informa um amigo, que me informa tem um tiroteio rolando na Barata Ribeiro.
Era verdade, estávamos, eu, meia dúzia de velhinhos, senhoras, cavalheiros, roqueiros e amantes da música, e metade da banda que iria tocar naquela tarde, todos em cárcere privado dentro do distinto estabelecimento comercial, quase na esquina com uma rua com nome de Santa, a Santa Clara.
Mais uma encruzilhada, já que atravessa outra, com nome de inseto, a Barata Ribeiro ou Barata, para os íntimos. Nela aliás corriam como baratas, policiais e bandidos trocando tiros, alguns depois terminariam presos, outros mortos, e a notícia estampada na TV. Mais um dia de terror para a população do Rio, esta cidade que adotei como minha.
Quase penso que a cidade não merece grande parcela de seus habitantes. Esse lugar lindo, quase um deboche final da criação, habitado pelo vício da corrupção desde que puseram o pé aqui, e não só os portugueses, pois as primeiras traíras foram os tamoios, que se aliaram aos franceses contra os colonizadores portugueses, que tiveram como contraponto os tupiniquíns. Perde-se daqui, perde-se dali também, índios, portugueses e franceses. Que Confederação que nada queremos é viver sem o "outro".
Mas, se por essas terras todos reclamam da violência e da corrupção, "barateiam" o custo de sua ética, aceitando e oferecendo propinas a agentes públicos, os "inocentes" moradores da comunidade recebem Net Gato a preço de banana, enquanto os demais mortais arcam com o custo da transmissão legal, gastam menos com a água, com a luz, e se beneficiam com as interferências urbanas do tráfico e das milícias. Baratas, que cruzam com Santas, e depois se refugiam na sua condição de pobres crónicos de espírito e indigentes económicos.
Inviável, essa cidade, que anda exportando seu "estilo" de fazer as coisas se desestruturarem.
Alterego do Brasil, pobre Rio, te venderam Barato ou será que te lançaram às baratas ?
Curioso, porque até então tinha pedido a meus diletos leitores para respirar fundo, etc.
Calma, contudo, pois tudo no mundo tem razão.
Dia longo na Faixa de Gaza, para os não cariocas, a encruzilhada que formam as Avenida Rio Branco e a Rua Sete de Setembro (faz um googlemaps) no centro do Rio onde quase tudo acontece, desde comícios do PSOL, com direito a abraços gosmentos do deputado cabeludo que atende pela alcunha de Babá, a tiroteios entre ambulantes - que no caso da Sete mereceriam o status de estanques, já que ocupam quase permanentemente as calçadas apinhadas de inocentes transeuntes -, carros da guarda municipal queimados, mulheres em terninhos sendo assaltadas e correndo por suas bolsas em sentido inverso ao transito no meio da Rio Branco, mais uma vez etc .
Após um dia de muito trabalho e transito confuso, dei-me ao desfrute de passar na Modern Sound em Copa (www.modernsound.com.br), local aprazível e uma espécie de refugio para os locais (velhinos, roqueiros, artistas, e afins), onde rola musica ao vivo todos os dias, um cardápio pra la de generoso e você ainda pode arrematar cds por um preço razoavelmente bom, dvds, e gadgets para sua parafernália de som, além de camisetas, quando fui surpreendido por uma chamada telefónica, saco do celular, este saco de aparelho e me informa um amigo, que me informa tem um tiroteio rolando na Barata Ribeiro.
Era verdade, estávamos, eu, meia dúzia de velhinhos, senhoras, cavalheiros, roqueiros e amantes da música, e metade da banda que iria tocar naquela tarde, todos em cárcere privado dentro do distinto estabelecimento comercial, quase na esquina com uma rua com nome de Santa, a Santa Clara.
Mais uma encruzilhada, já que atravessa outra, com nome de inseto, a Barata Ribeiro ou Barata, para os íntimos. Nela aliás corriam como baratas, policiais e bandidos trocando tiros, alguns depois terminariam presos, outros mortos, e a notícia estampada na TV. Mais um dia de terror para a população do Rio, esta cidade que adotei como minha.
Quase penso que a cidade não merece grande parcela de seus habitantes. Esse lugar lindo, quase um deboche final da criação, habitado pelo vício da corrupção desde que puseram o pé aqui, e não só os portugueses, pois as primeiras traíras foram os tamoios, que se aliaram aos franceses contra os colonizadores portugueses, que tiveram como contraponto os tupiniquíns. Perde-se daqui, perde-se dali também, índios, portugueses e franceses. Que Confederação que nada queremos é viver sem o "outro".
Mas, se por essas terras todos reclamam da violência e da corrupção, "barateiam" o custo de sua ética, aceitando e oferecendo propinas a agentes públicos, os "inocentes" moradores da comunidade recebem Net Gato a preço de banana, enquanto os demais mortais arcam com o custo da transmissão legal, gastam menos com a água, com a luz, e se beneficiam com as interferências urbanas do tráfico e das milícias. Baratas, que cruzam com Santas, e depois se refugiam na sua condição de pobres crónicos de espírito e indigentes económicos.
Inviável, essa cidade, que anda exportando seu "estilo" de fazer as coisas se desestruturarem.
Alterego do Brasil, pobre Rio, te venderam Barato ou será que te lançaram às baratas ?
Um comentário:
Adorei o texto, ainda que um pouco ácido, rs!
Agora... precisava daquela foto?! Hahaha! Que "neuvoso"!
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